Manhã cinzenta de Abril,

Caem umas gotas de água.

Sincera a mãe Natureza

Também chora a minha mágoa.

 

 

A madressilva florida

É tão batida p’lo vento,

Que o seu perfume se esvai,

Para aumentar meu tormento.

 

 

Mas não perdi a memória

Doutra imagem que retive.

Também era Primavera,

Eu também ali estive.

 

 

As flores da madressilva

Rescendiam delicadas.

A sua doce fragrância 

Enchia nossas moradas.

 

 

Já nada é como era

E não se vai repetir.

Aquela grata lembrança

Só vive no meu sentir.

 

 

Muitos anos se passaram

Mas o aroma não esquece.

E quando o tempo amornar,

Meu sentido o reconhece.

 

Lisboa/Portugal


 
Maria da Fonseca Views: 889

Código do texto: 988c4da175563e9012f9f77a63f912d0                  Enviado por: Maria da Fonseca em 08/04/2013

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Sobre a autora
Maria da Fonseca
Lisboa, EX, Portugal


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