Quando o pessoal dos andares superiores sente que o mesmo “açoite” ou então no popular, o pau que dá em chico é mesmo que dá em francisco, para usar ditos populares, como o fez o Min Gilmar Mendes, quando declarou que não é o rabo que abana o cão e, portanto o que é empregado para os simples mortais do andar de baixo ou mesmo dos porões, iniciaram-se as movimentações, mesmo que sutil ou disfarçadamente, nos corredores palacianos, com o intuito de parar o avançar mais ainda das investigações da Lava Jato e culminar por meter mais no xilindró colarinhos brancos, seus comparsas e portanto, donos do segredo de cofres abarrotados de dinheiro público aqui e em paraísos fiscais.
Essas movimentações não são de hoje mas sim, de décadas e antes o modus operandis dos indiciados e réus consistia em protocolar nas ações procedimentos de cunho meramente procrastinadores e dessa feita, com o beneplácito da lentidão da justiça, milhares de processos foram sendo arquivados por decurso de prazo e, o infrator passa a se arrogar o direito de pousar de imune ou impune, se declarando nos meios de comunicação como inocente e dessa maneira, engana meio mundo de incautos que engolem a pilula dourada pelo cinismo que é servida na bandeja da cara de pau, de quem enriqueceu ilegalmente a custa do erário e que, na realidade os delitos praticados jamais foram julgados ou se o foram numa instancia inicial, ainda sobrava infinitas outras superiores e até o transitado em julgado, o réu partiu definitivamente ou alcançou idade de não mais ir para a cadeia. E então, aqui o crime compensa!  
Foi nessa toada que o Brasil passou com louvor na universidade de que só pobre é preso e, conquistou o desonroso título de País da impunidade e hoje, a sociedade de bem, é constrangida a ouvir posicionamentos públicos de quem já pousou na capa de vários processos criminais e, nos meios de comunicações, as vezes de propriedade do mesmo, o abrir o verbo como se fosse o mais sério, honesto e incorruptível brasileiro na atividade pública e probo, sem contestação. Caso la atrás a confirmação da pena em segunda instancia mantivesse o corrupto atrás das grades, milhões de verba pública da saúde, da educação, da segurança e etc…, não teriam ido repousar das contas  de conhecidos corruptos nacionais.
A Lava Jato, o mensalão, quebraram, de certa forma, com esse caminhar de longos anos de criminalidade e a concreta impunidade ser recebida como troféu pelos anos e anos de atropelos da legalidade, da moralidade e da honestidade e isso, eles não aceitam e se movimentam nas sombras.
E por isso, forças ocultas se unem, tramam em buscar meios de atrelar o País em fortes correntes e puxa-lo para o passado e fazê-lo retornar ao estado deplorável e lamentável  da impunidade para os poderosos corruptos, os quais amealharam fortunas de dinheiro sujo, com o qual facilmente conseguem aprovações de seus nomes nas urnas, ascendem de novo e de novo ao poder e nele se perpetuam ilesos e sentados sobre estofamento  feito com o dinheiro dos impostos pagos pela sociedade.
Paralelamente a essa realidade o cidadão da periferia ou subúrbio continuará com suas mazelas de anos, vivendo no alagado ou a margem de canais focos de doenças e todo tipo de mal.
Lúcio Reis

Belém do Pará, em 28/08/17  

 
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