Agra saudade dói no meu peito,
Quando vejo passar uma boiada.
Chora velho coração! Não tem  outro jeito!
É tempo passado... Não temos mais nada!

Sofre alma minha! Escuta o longo gemido,
Do berrante tocando na mesma estrada...
Parece que inda ouço aquele latido,
Do meu cão companheiro, lá na invernada!

Meu pai ia à frente,  com a sua viola,
Ao lado eu feliz, cheia de prosa e canseira...
Enfrentando a distância, sol quente e poeira...

Ai, que sofreguidão! Nada mais me consola!
Quando vejo uma boiada mugindo,
A saudade é uma chibata me ferindo!




 
Josi Clemente Views: 790

Código do texto: 8ea345feb1b4238d40a0eac399bec95d                  Enviado por: Josi Clemente em 04/04/2016

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Sobre a autora
Josi Clemente
Cuiabá, MT, Brasil


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