Esta noite não estarei sozinho a meditar, 
há pássaros batendo asas meio aos raios do luar.
O vento não entrará pela janela descerrada,
acenando os estertores da alma desesperada,
deixando as cortinas pesadas como em luto. 
Não tenho mais medo dos gritos que escuto,
nem quero mais voar imbuído de sentir hiante,
mesmo na tépida noite deste verão angustiante.

Se de repente, vinda do infinito, meio a um clarão,
cair um pedaço de estrela na palma das mãos abertas,
os pássaros noturnos alçarão voos tais arribação.
Batendo as asas de encontro ao vento despertas,
procurando abrigo nas torres dos campanários,
logo transmutadas nas harpias dos escritos lendários,
levarão nas garras os sonhos muito além do pesar, 
e as almas das pessoas que têm medo de voar.

Luiz Morais Views: 234

Código do texto: 6de2ecce573a4a5144b2120324df74bb                  Enviado por: Luiz Morais em 22/07/2016

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Sobre o autor
Luiz Morais
Piracicaba, SP, Brasil


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