O humilde Luis, cara muito acanhado
Vive escondido, quem sabe ocultado
Esnobado, repelido e deixado de lado
No vão do balcão de um super mercado
Mostrado reiteradas vezes como desqualificado
E assim jamais foi negociado
E sequer um naco dele foi comprado
Portanto em tempo algum fora degustado
Mas o simples Luis não é um revoltado
Não porta bandeira e nem planfeto é mostrado
Não fecha via pública e nem é aloprado
Quem sabe Luis Caugusto, como cão seja acabrunhado
Com o tempo já decorrido até já seja mofado
Porém, com seus botões ali ficou a confidenciar
Um dia a porcaria toda vai boiar
A falcatrua e  a enganação serão mostrados
E assim seus amigos da tropa legal
Seguiam a investigar
O bonachão do arraial
Figura de exportação internacional
Com seus garotos propaganda
Só estrela de primeira grandeza
A brilhar na mesa como realeza
Até uma global deu seu toque com nobreza
E hoje há até que se perguntar
Degustando com tanto prazer
Em frente às câmeras o saborear
Produto sem qualidade e misturado
Com papelão, cabeça de suino
E  sabe-se lá até pedaço de sino
Atiçando do consumidor o paladar
Será que o intestino dela azedou?
Gás sufridico insuportável gerou
E assim com seu matrimonio acabou
Pois o pobre maridão o odor não suportou
E hoje o que se tem de verdade
É uma sociedade estupefata e traida
Mais uma vez atingida
Pela cruel e covarde realidaqde
Mas quem os cornos não é a enganada
Mas sim o enganador que é e foi
O mais divulgado e fabuloso boi
Amigo de ”rei, e outras estrelas”
Sob os holofotes a sociedade a vê-las
Mas isso agora vai mudar e com bis
O produto da  vez passa a ser o mero Luis
Que vai para cima do balcão
Fazer a alegria do cidadão
E mostrar que tem qualidade e não é ladrão
E nem participa de corrupção
E apesar de ser Caugusto
Nada tem relação com vida de cão.
Lúcio Reis
Belém-Pa-Brasil
Em 18/03/2017

 
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Código do texto: db334fddf23b64a971cad7e95d697af7                  Enviado por: Lúcio Reis em 19/03/2017

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